quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Fibromialgia, o começo!
“Viver e não ter a vergonha de ser feliz/ Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz(...)”
É com estes versos do mestre Gonzaguinha que começo este relato de vida, que talvez não seja sempre tão feliz, mas também, mas também, ninguém é sempre feliz. Na verdade este relato começa impregnado de dor e nasce da dor. Mas também é um relato de quem aprende a cada dia que vale a pena ser um eterno aprendiz.
E esta aprendiz, sou eu, Daiane, 24 anos, professora, Pedagoga, irmã, filha, professora de dança de salão e fibromiálgica. E é este último papel que me traz a vontade de dividir com vocês um pouco das aprendizagens que tive e continuo tendo a cada dia que acordo e a dor está lá, mas a vida também está e é nela que tento me apegar.
Fácil? Nem de longe! Exige auto-reflexão diária, paciência, tolerância, antidepressivo, e otimismo, muito otimismo. Exige uma visão diferente dos dias que passam e a valorização de cada pequena manifestação de vida.
Tudo começou quando eu tinha uns 12 anos e comecei a sentir uma dor muito forte nas costas e nos braços.O médico achou que fosse tendinite e me mandou usar aquelas munhequeiras. A dor continuou. Fiz Raio-X e nada apareceu o que fez o médico achar que era falta de exercício e me mandou pra musculação. Fiz musculação, hidroginástica, fisioterapia...e nada. Cada vez que eu ia a um médico ele pedia um novo Raio-X, e lá ia eu para um novo tipo de exercício. Neste processo todo eu já estava querendo morrer. Achava que tinha um câncer nos ossos, que ninguém descobria, que era melhor morrer do que acordar e dormir com esta dor que ninguém sabia o que era. Minha família não acreditava em mim, afinal nos exames não aparecia nada, eu estava exagerando!
Assim foi por 6 anos até que cheguei ao santo Reumatologista!! E foi ele que logo citou a fibromialgia. Pediu uma série de exames para descartarmos outras coisas, que claro, não deram em nada. Enfim eu tinha um diagnóstico: FIBROMIALGIA. Esperançoso? Não. Mas pelo menos eu agora sabia o que era e eu não iria morrer disso. Quando conhecemos o inimigo a luta fica mais fácil.
E esse foi o começo de uma luta diária, que nem sempre consigo vencer.
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Olá amiga... obrigada por visitar meu blog e colocá-lo como referencia neste seu blog.
ResponderExcluirTambém criei meu blog por sugestão da minha psicóloga, para colocar para fora tudo que sentia em relação à Fibromialgia.
Faz bastante tempo que não posto por lá... mas me ajudou bastante no início de tudo, logo que fui diagnosticada.
Compartilhe mesmo, tudo que sente, tudo o que interessa para nós, tudo o que achar que é novidade e pode ajudar a outras amigas.
Isso faz um bem enorme pra gente... de digo de cadeira....
Sucesso no blog..... o meu teve tantos acessos que virou TOP 100....
Espero poder ver esse selinho no seu também!!!
Beijos
da amiga LUISA
Obrigada, Luísa!!
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